“O CABÔCO, O DÔTOR,OS ÔMI E AS MUIÉ DE TOGA”ERA UMA VEZ NUM DISTANTE REINO LÁ PRAS BANDA DO GOIÁS... Um dia um “cabôco” batizado de Francenildo se atreveu a desmentir na pracinha do Arraial um famoso Doutor, doutor da Medicina, doutor prefeito, doutor ministro, doutor deputado, doutor candidato, Era tanto doutor pra uma pessoa só, que dá até canseira de falar! Sua graça era Antonio. Vocês não podem imaginar a caicanga que ele se meteu, achou que o “Ômi e as Muié” da justiça iam entender porque ele fez o que fez pra pegar o doutor na mentira. Tudo começou porque o doutor falou no alto falante da praça quando inquirido, que jamais tinha ido numa tal casa branca, nessa casa se reuniam umas pessoas elegantes, bem vestidas, tinha até um carequinha de fala mansa, lá das paragens de Minas Gerais, trocavam dinheiro por palavra e assinatura, acontece que Francenildo nesta época, trabalhava por lá como caseiro, via de tudo e todos, moço novo, “memoriado” desandou a confirmar quando perguntado que tinha sim, visto o doutor por lá. Gente pra quê ele foi falar essa verdade? Entrou num “puraqué de confusão” com o povo do Arraial, que só não bateram no pobre amarelo porque o povo da irradiadora local estava por lá, corre daqui, corre dali, tempo vai, tempo vem, o doutor não se conformou e disseram que “Foi fuçar” nas contas do caseiro, que vergonha, que decepção...achou que o caseiro tinha sido comprado pra afirmar a história da casa branca, mal fadado interesse, o caseiro tinha razão, se descobriu que o caseiro era homem de palavra. Pra encurtar, faltava só os “Ômi e as muié” de toga do Arraial, atestar a verdade do caseiro pro Sr. Doutor acertar as contas com a justiça criminal, qual não foi a surpresa do Arraial, os “Ômi e as Muié ” de toga preferiram ficar com a ESTÓRIA do doutor, que já ajeita o paletó pra ser candidato a “GUVERNEIRO” no ano que vem! E o Francenildo? Ah, esse voltou, desanimado mas conformado com sua consciência, já avisou que não é candidato a nada, não tem diploma de doutor da sapiência dos sabido que fica com que é dos outros, não tem a verdade dos “Ômi e das Muié” de Toga, mas tem a verdade da povorada do Arraial.
Paulo César Barros Monteiro http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com
PARANÓIA, Segundo o dicionário Michaelis pode ser definida como Psicose caracterizada por um conceito exagerado de si mesmo e idéias de perseguição, reivindicação e grandeza, que se desenvolvem progressivamente, sem alucinações.
Caros internautas dando prosseguimentoàs nossas reflexões quanto ao transtorno da personalidade, postamos hoje o que se convencionou chamar pela psicologia de TRANSTORNO DA PERSONALIDADE PARANÓIDE.Em primeiro lugar deixa-me relembrar que estamos tratando de enfermidades psicológicas, de patologias propriamente ditas, assim, pode ser que eventualmente ao se delinear teoricamente um transtorno da personalidade, é possível que um leitor ou outro encontre “pinceladas” de coincidências entre a sua personalidade e algum transtorno aqui narrado, ressalta-se que coincidências comportamentais mínimas não são suficientes para se “diagnosticar” esse ou aquele transtorno, para isso não há falar-se de um outro caminho que não seja um diagnóstico preciso e completo por parte de um profissional da psicologia ou psiquiatria, logo caro leitor não se apresse em atemorizar o seu coração se porventura determinadas peças diagnósticas se aproximarem de “vós me cê”.
Vamos lá...De certa maneira páginas policiais vez por outra recheiam seus noticiários com relatos de crimes passionais, dentre os crimes mais comuns praticados por paranóicos temos: homicídio, lesão corporal de toda espécie, ameaça e até seqüestro!!!
Os indivíduos portadores desse transtorno são peritos em provocar grande sofrimento nos seus parceiros (as), esposos (as), namorados (as) etc. É patente no portador do transtorno da personalidade paranóica a desconfiança crônica e generalizada, diuturnamente sentem-se sentem traídos, enganados pelos outros! Imagine-se na situação corriqueira de vender um carro usado para um paranóico, tudo o que você disser a respeito do veículo será considerado reticente e inverdade! Agora, imagine-se casado com um indivíduo que não se faz de rogado, mas vasculha dia e noite a caixa postal de seus e-mails, a memória de seu telefone celular, cheira a roupa em busca de cheiro de terceiros, verifica costumeiramente sua bolsa e carteira, te segue às escondidas para confirmar se estáste dirigindo para os lugares informados, escola, academia, faculdade, igreja etc.“Inferno vital”, não seria uma expressão exagerada para denominar a vida de quem se relaciona afetivamente, comercialmente e até familiarmente com o paranóico. Chego literalmente a não recomendar o casamento a uma noiva que porventura tenha em mãos o diagnóstico profissional de que seu noivo é portador desse transtorno, é séria candidata a sofrimento. O Portador desse transtorno precisa continuamente de acompanhamento psicoterápico e medicação.
Para finalizar vale ressaltar que o paranóico tem forte tendência ao acúmulo de rancor, sentimento de posse e ciúme descontrolado. Muitas vezes agem discretamente na sua conduta paranóica, transferem para os que o cercam culpa, faz leituras subliminares fantasiosasde conduta inadequada e de falta de lealdade dos outros, possuem ainda um componente de autoritarismo extrínseco, portando-se com arrogância, inflexibilidade, hostilidade e sarcasmo. Por último, acrescente-se que por serem excessivamente desconfiados de tudo e de todos, produzem intrigas e desavenças entre as pessoas de um mesmo setor de serviço ou família, rígidos com os outros são extremamente sensíveis quando alvos de críticas.
“ O DSM refere também que particularmente em resposta ao stresse, as pessoas com a Perturbação Paranóide da Personalidade podem sofrer episódios psicóticos muito breves, durando de minutos a horas e em algumas circunstâncias esta perturbação pode aparecer como antecedente pré-mórbido de Perturbação Delirante ou Esquizofrenia. As pessoas com esta perturbação podem desenvolver Perturbação Depressiva Major, ter um risco aumentado para Agorafobia e Perturbação Obsessivo-Compulsiva, ocorrendo frequentemente Alcoolismo e Abuso ou Dependência de Substâncias”.
American Psychiatric Association (2002). DSM-IV-TR. Lisboa: Climepsi Editores.
Pio Abreu, J. L. (2002). Introdução à Psicopatologia Compreensiva (3ª ed.). Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian.
Pires, C. (2003). Manual de Psicopatologia: uma abordagem biopsicossocial. Leiria:
Editorial Diferença.
“A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor”. Gênesis 4:25 e 26.
Enos entrou para a história bíblica como sendo o homem através do qual se começou a invocar o nome do Senhor. Enos foi escolhido por Deus para implantar diferentes maneiras através das quais se podia glorificar, adorar e invocar a Deus. Enos carregava na sua história pessoal e familiar a narrativa do sucesso e da tragédia sócio-espiritual jamais vista! Enos era o filho caçula de Adão e Eva, nasceu após a expulsão dos seus pais do paraíso. Dos seus pais Enos ouviu as histórias dos encontros que estes mantinham com Deus todos os dias no Jardim do Édem, histórias de suas origens. Foi através dos seus pais que Enos tomou conhecimento da intriga e morte do seu irmão Abel pelo outro irmão Caim, foi também através da vida de seus pais que Enos testemunhou o afastamento de sua família de Deus! Enos foi tocado pelo Espírito Santo de Deus, como uma espécie de sopro renovador da sua graça. A história divina de inter-relação entre Deus e os seus filhos precisava ser retomada, os sonhos de Deus permaneciam acesos, as gerações futuras precisavam ter a garantia do privilégio dessa relação divina entre criatura e Criador. Milhares de anos se passaram, através desses anos Deus vem levantando homens e mulheres para invocá-lo e acima de tudo para se relacionarem em santidade com Ele. A esta reunião de servos e servas do Senhor, Deus chamou de igreja invisível, igreja sem placa denominacional, atemporal, exclusiva, sacerdócio real, povo santo, escolhidos por Ele. Accácio e Caio, Accácio 93 anos, Caio 01 ano, servos do Deus Altíssimo, filhos do Senhor que testemunham através da história de suas vidas e da sua igreja o continuar relacional entre Deus e os homens, encontro de gerações tão distintas, mas com um alvo, a saber, INVOCAR A DEUS.
O Site Live Science divulgou ontem dia 18 de agosto, uma história muito estranha para não dizer no mínimo “arrepiante”;O Site publicou que operários que estavam trabalhando na reforma de uma casa encontraram restos mortais de um ser muito estranho e aberrante, um ser que aparentava ter uma mistura física metade humana e metade animal!
Especulou-se a partir daí, que aqueles restos eram na verdade o resultado de uma pesquisa secreta de manipulação genética, nesse mesmo ínterim cientistas israelenses estariam neste momento estudando o DNA daquela aberração genética, resultados estes a serem publicados em setembro.
Sobre esta notícia, aproveito para reproduziresta estranha escultura, mistura genética criada pela artista Patricia Piccinini. A escultura de Patricia retrata um ser meio-mulher e meio-cão (ou porco), amamentando seus filhos - ou filhotes. A obra foi apresentada pela primeira vez em 2003 durante a exposição intitulada "We Are Family".
Caros internautas, sobre a real possibilidade de se criar um ser “metade animal, metade humano”, tudo indica que até este momento esta notícia não passaria apenas e tão somente de uma lenda urbana recente, de uma fábula maldosa cibernética, entretanto tenho pra mim, que vale a pena aproveitarmos o ensejo para lembrar que infelizmente não existe nada sobre a face da terra que possa por um freio na mente engenhosa e maldosa do ser humano, são ilimitados os turvos escrúpulos de uma plêiade vasta de cientistas e profissionais da vida física e mental cujos desejos de eternização de seus nomes em placas e revistas científicas.
Neste aspecto, o Brasil acompanha nestes dias a história da séria e grave acusação que pesa contra um dos mais renomados médico-cientista desse país, Dr. Roger Abdelmassih, dono da Clinica e Centro de Pesquisa em reprodução Humana, segundo seus dados somam-se quase 8.000 bebês nascidos como resultado de fertilização in vitro na referida clínica!Cerca de 60 pacientes do Dr. Roger afirmaram que foram abusadas sexualmente por Abdelmassih durante consultas em sua clínica, no bairro Jardim Europa, zona sul de São Paulo. O médico nega as denúncias. Por outro lado, neste instante se questiona também se todo esse índice de sucesso na fertilização da clínica do Dr. Roger não é fruto de uma construção mentirosa grosseira em que o médico teria inclusive, proposto a algumas mulheres que aceitassem que lhes fossem implantadas óvulos fertilizados de outras pacientes sem a anuência ou conhecimento dos seus maridos!!!O Dr. Roger está preso desde a última segunda-feira, tendo saído hoje a notícia de que nesta quarta-feira, o desembargador José Raul Gavião de Almeida, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), negou o pedido de liberdade feito pela defesa do médico Roger.
Para concluir gostaria de homenagear com veemência os profissionais das mais variadas áreas da saúde física e psíquica que cumprem com rigor científico, bioético e moral suas fascinantes jornadas de acolhimento e terapia do próximo, legítimos sacerdotes da vida!
Caros internautas voltando a escrever sobre os transtornos da personalidade, retomo o tema com o Transtorno da Personalidade Histriônica, sendo assim vejamos:
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE HISTRIÔNICA
Talvez este seja um dos transtornos da personalidade mais fáceis de se identificar, o que não significa seja um dos mais fáceis de se tratar. O paciente portador deste transtorno apresenta características detectáveis bastante sui generis e pontuais; Ele tem como característica básica a necessidade crônica e indelével de ser o centro das atenções, de ser visto e reverenciado por todos, sua histrionice ou esquisitice derrapa no exagero ou na prática de atos minimamente questionáveis, entretanto para ele vale tudo, se este tudo for para que ele se destaque no meio da multidão. Alguém já escreveu que o histriônico chega a se incomodar num velório, já que a “estrela” maior do evento é o defunto.
O Portador deste transtorno mostra-se extremamente sensível quando ignorado, sensibilidade esta que normalmente produz sofrimento emocional bastante razoável, estados depressivos sempre à “flor da pele” tornam-se companheiros constantes do histriônico já que o mundo não se dispõe facilmente a “mimar” pessoas isoladamente sem nada em troca. Vale ainda ressaltar o talento inato deste paciente para a sedução dos que o cercam, daí porque muitos se aventuram com relativo sucesso em carreiras políticas, mostram-se dramáticos e com relativa facilidade se descontrolam frente à repreensão ou punição.
Paulo César Barros Monteiro http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com
Há muito se ensina que a “crise” é terreno fértil para que se lance a semente da oportunidade, da criatividade e da renovação. Há pelo menos seis meses o Senado Brasileiro experimenta uma das mais agudas crises da sua história republicana, o Senado que até pouco tempo era visto como um cenário de políticos acima da média!Oitenta e uma pessoas, entre homens e mulheres, escolhidos (as) para exercer um mandato de oito anos, três por estado. O Problema se dá quando sepassa uma lupa sobre a real importância e história do Senado, facilmente vislumbra-se em alto relevo a fotografia de uma casa repleta de homens e mulheres, preocupadíssimos não em criar e votar leis importantes para a nação, não em fiscalizar os atos do executivo, não em reexaminar os projetos aprovados na Câmara dos Deputados, mas acima de tudo em defender interesses pessoais e de grupos, interesses dos verdadeiros financiadores de suas campanhas, financiadores estes muitas vezes brindados pelo titular com a categoria de “suplentes”, entre os suplentes dos senadores o que se ver são financiadores de campanha, filhos, cunhados, empresários inescrupulosos que vez por outra, assumem a titularidade quando se licenciam os titulares, isto se dá quando estes morrem ou assumem funções como por exemplo de Ministro das Minas e Energia com o Senador Edison Lobão, que ao se afastar do Senado para assumir aquele Ministério entregou seu cargo de Senador a Lobãzinho seu filho! Vale também lembrar, que quem assumiu a vaga de Senador pela Bahia com a morte de Antonio Carlos Magalhães foi seu filho, Antonio Carlos Magalhães Júnior! Assim, curiosamente no Senado reinam um número enorme de pseudo-senadores, pessoas que jamais disputaram uma eleição, jamais tiveram um voto e ali assumem o mandato de senador (a) sem qualquer condição política a “nobre” função de Senador da República do Brasil. Vale ressaltar porém, que há raras exceções, como por exemplo a Senadora Acreana Marina Silva, mulher franzina de voz baixa, portadora de uma conduta moral ilibada, mulher cuja coluna vertebral não vergou em nenhum instante de sua vida pública.Tenho pra mim, que vale à pena nos associarmos ao grande jurista Dalmo Dallari o mais cedo possível, numa Campanha Nacional de reflexão séria e desapixonada sobre o verdadeiro papel do Senado Federal. Transcrevo trecho da entrevista dada por Dalmo Dallari à Terra Magazine.
Paulo César Barros Monteiro
Bauru-SP, 17/08/2009
http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com
Jurista Dalmo Dallari defende
o fim do Senado
Marcela Rocha
Pelo fim do Senado. Em entrevista a Terra Magazine, o jurista Dalmo Dallari fala de sua próxima publicação: Fundamentos do Constitucionalismo - História, Política e Direito. No livro, defende o fim do bicameralismo. Segundo ele, a existência do Senado além da Câmara dos Deputados "não é uma exigência democrática".
- Desde o início, o Senado brasileiro foi concebido e foi usado como um reduto dos grandes proprietários - ataca.
Segundo pesquisa Datafolha, 74% da população quer o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) e 44% avalia negativamente o Congresso. Para o jurista, isto é uma contradição do povo brasileiro porque "o mesmo eleitor que vota fora Sarney vai eleger ele e seus pares na próxima eleição". "Todos eles são sabidamente corruptos há muitos anos e ainda assim são reeleitos", critica.
Nestes vais e vens de acordos, Dallari avalia que os processos legislativos se submetem a essa dinâmica para composição de maioria. Segundo ele, "esta é a justificativa do presidente Lula para os acordos que faz com Sarney". E acrescenta: "Há muitos anos Sarney domina o Senado, então as propostas vindas do Executivo, inclusive as orçamentárias, não passam se o Sarney e o seu grupo vetarem".
- Mas como há a necessidade do voto, dos acordos, o Executivo os faz mesmo em prejuízo do interesse público (...) Ou seja, um conjunto de fatores negativos sem nenhum positivo (pela existência do Senado).
Sarney assumiu a Casa em janeiro deste ano, sua proposta inicial era "moralizar" o Senado. Escândalos seguidos afogaram a instituição, que abandonou suas pautas ordinárias. "Moralizar é pura formalidade, é um faz de conta. Primeiro fazem uma legislação mais rigorosa para depois não aplicá-la, como tem acontecido".
Em tempo: O livro Fundamentos do Constitucionalismo - História, Política e Direito aguarda a segunda revisão antes de ser publicado. "Em breve", diz o autor.
Leia abaixo a entrevista:
Terra Magazine - Professor, não como tema central, mas em seu livro a ser lançado, o senhor critica o modelo bicameral do Legislativo brasileiro. Por quê?
Dalmo Dallari - Consegui documentos do século 18 mostrando as verdadeiras razões da criação do Senado. A ideia inicial da instituição era separar os Poderes, com um legislativo representativo e independente. Ao meu ver, para isto, basta uma Câmara legislativa, não é preciso mais de uma, o Senado.
Então por que foram criadas duas instituições? Porque nos Estados Unidos, verificou-se uma diferença muito grande entre os estados do Norte e do Sul, quando o país estava sendo criado. Os estados do Norte eram abolicionistas, porque já se caracterizavam pelo comércio e começo de industrialização. No Sul, só havia grandes propriedades, grandes plantações e pastagens, tudo baseado no trabalho escravo. Então o número de eleitores no Sul era mínimo porque a grande maioria da população era escrava e não votava. Com isto, o número de representantes dos Estados do Sul no Legislativo seria muito menor. Previram que, deste modo, seria rapidamente aprovada uma lei abolindo a escravidão.
E assim, mantiveram a escravidão por 80 anos... Exatamente, e o Senado foi feito exatamente para isto. Para manter a escravidão, surgiu a ideia de uma Câmara revisora, o Senado, pois acreditavam que o Legislativo cometeria excessos democratizantes sem essa revisora. Sob a alegação de que todos os Estados são iguais, todos possuiriam igual número de representantes. E foi desse modo que seguraram a abolição: a Câmara - que não possuía igual número de representantes por Estados - aprovava e o Senado segurava.
E no Brasil, qual a justificativa? É muito semelhante. Não foi exatamente para defender a escravidão, mas os interesses dos grandes proprietários. Tanto que o Senado aparece com a Constituição de 1824 e uma das condições para ser senador era ter uma renda anual altíssima, que na ocasião foi expressa em 800 mil réis, uma grande fortuna. Senadores eram homens muito ricos, até porque mulher sequer votava. Desde o início, o Senado brasileiro foi concebido e foi usado como um reduto dos grandes proprietários.
No Brasil República, como ficou o Senado? As províncias só mudaram de nome para Estado. São falsos Estados, pois nunca foram um. No caso dos EUA, as colônias ficaram independentes e se transformaram em Estados. No Brasil nunca houve esse processo porque no sistema Monárquico havia uma subdivisão administrativa, as províncias que, pós Constituinte de 91, passaram a se chamar Estados. Não houve nenhuma mudança substancial e o Senado continuou a ser o reduto das oligarquias regionais, como é até hoje.
Estes "falsos Estados" possuem, então, "falsos" senadores? Olha, segundo a Constituição, eles são representantes dos Estados que os elegem.
Trazendo um pouco para o presente brasileiro. As movimentações políticas no Senado são assumidamente pautadas nas eleições para o Executivo de 2010. Como o senhor avalia isto? O Legislativo, bem como o Executivo e o Judiciário, é independente e não pode sofrer interferência dos demais Poderes. Mas na verdade, existe a necessidade de acordos políticos para composição de maioria. Esta é a justificativa do Lula para os acordos dele com Sarney. Há muitos anos Sarney domina o Senado, então as propostas vindas do Executivo, inclusive as orçamentárias, não passam se o Sarney e o seu grupo vetarem.
Os partidos políticos estão todos muito semelhantes, o senhor acredita que isto facilite o acordo entre eles? Os partidos atualmente são todos absolutamente descaracterizados. São grupos de interesses e não mais propostas políticas.
Acredita que por esta razão a democracia representativa seja ameaçada? Acho que o uso das instituições está em crise por conta dos grupos de interesse no Parlamento. O agronegócio é um exemplo que praticamente domina o Senado e assim decidem em interesses do agronegócio e não da população brasileira.
Tendo em vista esse cenário político, qual é a maior objeção que o senhor faz ao modelo bicameral? Antes de mais nada, não há qualquer justificativa séria, não é uma exigência democrática. A transformação do sistema bicameral em unicameral não trará qualquer prejuízo para a democracia brasileira. O segundo aspecto: o sistema bicameral tem atrapalhado enormemente o processo legislativo por subordiná-lo a uma série de acordos que muitas vezes são feitos para atender a interesses de grupos e não aos interesses públicos. Mas como há a necessidade do voto, dos acordos, o Executivo os faz mesmo em prejuízo do interesse público. Um terceiro aspecto é a lentidão do processo legislativo por ter que ser aprovada em duas Casas. Por isto é que temos projetos transitando por lá há 20 anos. Além disso, o sistema tem contribuído para atrapalhar o próprio Executivo, pois amarra, impede decisões, retarda e impõe negociações que muitas vezes são contrárias ao interesse público. Ou seja, um conjunto de fatores negativos sem nenhum positivo.
Tendo em vista que a ditadura brasileira é historicamente muito recente, o senhor acredita que remover uma instituição seria uma medida bem aceita ou assustaria? Estudo este assunto há muitos anos e sei que não será fácil. É um trabalho para longo prazo, é preciso mostrar ao povo a realidade e atribuo aos meios de comunicação uma enorme responsabilidade.
Professor, já que o senhor fala em "mostrar à população", segundo a pesquisa Datafolha, 74% da população quer o afastamento de Sarney e 44% avalia negativamente o Congresso. O que o senhor acha destes números? Eu acho que há uma contradição do povo brasileiro porque o mesmo eleitor que vota "fora Sarney" vai eleger ele e seus pares na próxima eleição. Todos eles são sabidamente corruptos há muitos anos e ainda assim são reeleitos. O mesmo eleitor que o condena, quando recebe algum benefício pessoal ou familiar, vota no corrupto. É preciso desenvolver essa consciência ética e política.
Por ser uma medida a longo prazo, não seria mais urgente moralizar a Casa inicialmente? Mas moralizar é pura formalidade, é um faz de conta. Primeiro fazem uma legislação mais rigorosa para depois não aplicá-la, como tem acontecido. Esses atos secretos a rigor são ilegais, é corrupção que vem sendo praticada há muitas décadas, são denunciadas e continuam a ser usados. Tem que aperfeiçoar o sistema e inclusive o próprio processo eleitoral, tendo em vista que é paliativo.
Por que o senhor fala em aperfeiçoar o processo eleitoral? Acredita que isto pode contribuir para que melhore a imagem do Senado? A primeira coisa para melhorar a imagem do Senado é uma revisão profunda do sistema eleitoral. Já há propostas, um início de discussão que está engavetado. A revisão eleitoral melhora a representação, aproxima do povo e dá mais consciência da responsabilidade de nossas autoridades. O sistema de distritos eleitorais é um exemplo, pois ele terá o representante vinculado a uma pequena região, o que permite acompanhar o trabalho daquele que elegeu.
Em quais países o unicameralismo está presente? Os países da Escandinávia, Suécia, Noruega, a Áustria. Não são necessárias duas Câmaras para se ter democracia.
Por essa Dilma Roussef não esperava!!! Lina Vieira, Ex-secretária Nacional da Receita Federal, mulher reconhecidamente séria por onde exerceu sua função como servidora pública na Receita Federal, de maneira tranquila e clara, denuncia em nível nacional, que enquanto ocupava a função de Secretária Nacional da Receita Federal, num belo dia foi chamada às pressas ao Palácio do Planalto, para um pé-de-ouvido com a ministra Chefe do gabinete Civil Dilma Roussef, e que ali reservadamente a ministra pediu que a Secretária cuidasse pessoalmente para que a mesma "agilizasse" as investigações que diziam respeito a Fernado Sarney, filho do Senado José Sarney, na prática esse "agilizar" significaria fazer "vista grossa", "fazer de conta" etc. Me vem à mente a seguinte pergunta: Será que Lina Vieira fez essa denúncia tão séria sem que tivesse qualquer prova contra a ministra? Até porque o que a ministra faz neste instante é tão somente "negar veementemente" que hove esse encontro. tenho pra mim, que a Ex-Secretária sabe muito bem o que está fazendo, mulher experiente, não jogaria sua reputação num cenário pré-eleitoral gratuitamente! Por outro lado, vale a pena também citar uma curiosa entrevista publicada pela revista veja quando Lina Vieira assumiu a Secretaria da Receita Federal. Mução,um jovem comediante e radialista conhecido no norte e nordeste por sua maneira debochada de fazer seus programas de rádio, foi entrevistado por ser filho de Lina Vieira, ao ser perguntado sobre sua mãe, Mução aponta algumas de suas características pessoais, assim, entendi que valia à pena reproduzir parte dessa entrevista dada ao repórter Felipe Patury (vide reprodução abaixo). Por último, gostaria tão somente de chamar atenção para o apelido de Lina Vieira revelado pelo próprio filho: CASCAVEL DE RABO FINO. Não acredito que alguém presentiado com tão nobre apelido na intimidade, tenha se exposto no mundo atroz da mídia e da política, sem dispor de uma única gota de veneno em suas mandíbulas! Talvez uma gravação, uma agenda eletrônica, um registro de encontro etc! Cuide-se Ministra Dilma, não pega bem uma pretensa candidata à Presidência da República mentir publicamente! lembra do José Roberto Arruda? Pra facilitar ainda mais a vida da ministra Dilma, num "cochilo" dos senadores da situação, Comissão do Senado Federal acaba de aprovar uma convocação de Lina Vieira para uma audiência pública. oportunidade para a "casacavel do rabo fino mostrar o veneno que possui".
Vejam a entrevista que fizeram com o filho de Lina Vieira:
"Cascavel do rabo fino", por Mução em conversa com Felipe Patury, de Veja Na edição desta semana, a Veja traz uma saborosa conversa com Mução, filho de Lina Vieira, nova secretária nacional da Receita Federal.
Confira aqui:
Conversa com Mução, por Felipe Patury
"Cascavel de Rabo Fino"
A nova secretária da Receita Federal, Lina Vieira, é pouco conhecida, mas Rodrigo, seu filho, é um sucesso. Ele é Mução, o personagem de rádio que usa apelidos para passar trotes nos ouvintes. Seu programa, Pegadinha do Mução, é uma febre em 25 capitais do país.
A secretária da Receita Federal é a mãe de Mução?
Ela diz que é mãe só do Rodrigo. Não é mãe do Mução porque a dele é muito xingada. Reclamou tanto que eu criei uma personagem, a Mãe de Mução, só para ser xingada no lugar dela.
Sua mãe tem apelido?
Ela não gosta de fuleiragem. Não dá para mexer com esse pessoal da Receita, não. Mordida de leão dói. Aliás, leão é um bicho que tem muito mosquito no traseiro.
A secretária é brava assim?
Meu espinhaço é que sabe. Se eu não estudasse, era peia. Eu tomava surra todo dia. Quando ela viajava e passava três dias fora, na volta, me dava três pisas só para tirar o atraso.
A vida dos contribuintes vai ser dura, então?
Ela pede nota fiscal até de caixa de fósforos. É cascavel do rabo fino.
O Jornal da Cidade traz neste domingo a informação de que o Prefeito Rodrigo Agostinho “insistirá na criação da Secretaria Municipal de Turismo”.Não discuto a legitimidade do Edil da cidade Bauru em defender livremente as suas idéias, bem como tentar implementá-las através dos meios legítimos, a saber a Câmara dos Vereadores. Entretanto, convidaria Rodrigo Agostinho a refletir a respeito da sua ação administrativa flagrantemente contrária ao que se considera acertado em termos de gestão pública nos dias atuais!
Em primeiro lugar, creio que vale à pena Agostinho lembrar que a sua eleição para Prefeito de Bauru, além do forte ingrediente emocional e do voto de protesto dos bauruenses exaustos de tantos deslizes administrativos e morais do passado recente, bem como, de uma última administração sob o comando de Tuga Angerami, unanimemente considerada “anêmica”, cujo maior mérito foi ter economizado o dinheiro público – Pudera, diz um amigo meu: “O Tuga também não comprou nada, não reformou nada, não carpiu nada, não asfaltou nada”. Agostinho foi eleito como aposta plena dos eleitores de Bauru de que o mesmo, partiria para uma maneira de governar completamente inovadora, uma gestão pública jamais vista nestas terras brancas; assim, minimamente o que se pode dizer até esse momento, é que Agostinho ainda não mostrou a que veio, sua gestão tem se mostrado tímida, sua liderança na Câmara dos Vereadores posta-se muitas vezes como franca oposição. Por último, Rodrigo teima em criar a 15ª. Secretaria Municipal, repleta de cargos de livre provimento do Prefeito, inchando ainda mais a folha de pagamento da cidade.Creio que ainda é tempo do Prefeito deixar claro ao povo de Bauru que eles não se arrependerão de lhe terem confiado o Palácio das Cerejeiras. Tenho pra mim que o Prefeito deveria pensar seriamente em protagonizar o maior choque de gestão administrativa que se tem notícia nesta cidade.
I - Inicialmente demitir o máximo possível de funcionários de livre provimento do prefeito; II - fundir o maior número de Secretarias possível, como exemplo, ao invés de criar a Secretaria de Turismo transformar a Secretaria de Desenvolvimento em Desenvolvimento e Turismo, neste mesmo diapasão poderia implementar uma forte dieta de emagrecimento da máquina pública fundindo várias secretarias existentes como por exemplo, fundir as Secretarias de Educação e Esporte, Obras e Planejamento etc;III - Todas as gestões bem sucedidas dos últimos tempos tomaram também a atitude de “desalugar” o maior número possível de imóveis ocupados em nome da Prefeitura de Bauru; IV - Aproveitando para reunir num único espaço todas as secretarias, trazendo todas pra um único galpão adaptado para tal, acabou o tempo da ostentação arquitetônica de órgãos públicos! V – Estudar, planejar e efetivamente por em prática um projeto sério de combate às construções irregulares, mantendo por exemplo viaturas e fiscais em permanente atenção para que não se istale mais barracos em áreas desocupadas e do município que facilmente se transformam em novas favelas; VI – Aparelhar a Secretaria de Planejamento com o máximo possível de estrutura para combater a multiplicação absurda de ambulantes nas calçadas de Bauru etc.
Caro Prefeito, talvez a lição que um governante jamais poderá esquecer é a de que:“governar é contrariar interesses individuais e de grupos em favor do interesse coletivo”; Prefeito tão pouco se preocupe com as próximas eleições, governe pensando seriamente na tarefa que lhe cumpre este mandato, a população haverá de reconhecer com justiça uma gestão voltada para o coletivo, ainda que inicialmente isto signifique baixos índices de popularidade. Gosto muito da idéia de se ver o prefeito de uma cidade como uma “dona de casa” prudente, zelosa e virtuosa, que atenta a tudo que acontece no seu lar, cuida pessoalmente de todos os detalhes, delega funções aos demais moradores da casa, age com justiça e luta bravamente pelo bem-estar de todos que estão debaixo do seu teto. Bauru Sempre.
Paulo César Barros Monteiro
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EDIL - (edil – do latin, aedílis - edil, funcionário remunerado romano cujo cargo era inspecionar os edifícios públicos e particulares, sacros e profanos, os aquedutos, os divertimentos públicos, o abastecimento da cidade e, em geral, tudo que fosse do bem comum)
Amanheci o dia de hoje me recordando de um texto escrito pelo Frei Beto homenageando a Ex-Ministra Marina Silva, e desejei compartilhar esse texto com os internautas que me honram com seus clics neste blog. Antes, deixa eu apenas explicar duas coisas: Primeiro tenho paixão pela ação política das mulheres, acho-as mais virtuosas, mais empenhadas, menos corruptíveis; Em segundo lugar, sinalizo um pouquinho a respeito da fonte de onde brota essa meu arremedo por política, sou natural de Caxias-Ma...Assim não conheço um Caxias Maranhense que não goste de política! Desde muito cedo, mais muito cedo mesmo! Remonta os tempos das primeiras colheradas de mingau! Não há conversa em Caxias que não se fale de política! Conversa na esquina dos três corações, conversa nas praças, conversas embaixo dos pés de manga e de “almenda”, conversa nas bancas do mercado, conversa nos botequins e quitandas, conversa na veneza, na Maria do rosário, na piscina do ponte, política no café, na merenda, no almoço e na janta. Pra não perder o costume, queria dar apenas um “dedo” de prosa sobre as próximas eleições. Atualmente se constrói o cenário político para eleições de 2010, queria apenas manifestar meu desejo de que se configure neste cenário uma disputa eleitoral em que além da clássica candidatura tucana do Serra, também componham o cenário três brasileiras de peso, a saber: Dilma Roussef, Heloísa Helena e Marina Silva; para isso Marina sairia da sigla PT para o PV, Heloísa deixaria a Câmara dos Vereadores de Maceió e a Dilma, capitaneada pelo Lula, assumiria de vez a condição de mãe do PAC. Pac man? Gostaria de homenagear as mulheres deste Brasil que têem se disposto a fazer política, para tanto lanço mão de uma carta publicada no Jornal Folha de São Paulo, em que Frei Beto presta uma linda homenagem à Senadora Marina Silva, quando a mesma deixa o Ministério do Meio Ambiente. Paulo César Barros Monteiro http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com
Querida Marina Caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias.Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres. Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária...Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso".Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé.Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum. Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.
Folha de São Paulo 16/05/2008. CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de, entre outras obras, "A Obra do Artista Uma Visão Holística do Universo". Foi assessor especial da Presidência
Desafo um bafo sobre os governates do Maranhão e Tocantins!
“Conta-se que por ocasião do traslado dos restos mortais de D.Pedro I, em 1972, em meio aos festejos do sesquicentenário da Independência do Brasil, os seus restos mortais foram trasladados para o Brasil, e, antes de serem depositados no monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo, foram levados a várias capitais brasileiras; diz a anedota popular que ao fazerem o percurso por várias capitais do Brasil, um gaiato perguntou para os restos do Imperador qual região do país ele mais gostou de rever 200 anos depois? Ao que ele respondeu – Do Maranhão. Quando questionado, ele teria respondido:Está do mesmo jeitinho que eu deixei ao partir do Brasil!” Lamentavelmente esse é o mesmo sentimento que experimento todas as vezes que venho visitar meu torrão natal. Alegria pelo retorno e choro pelo atraso! Meu estado tem números semelhantes ao números de fome, atraso e desnutrição de países da chamada zona do Seaara na África. Haja Sarney desde 1966 governando o Maranhão!!!
Caros internautas boa tarde!
Estive sem postar alguns dias pelo fato de estar viajando com minha família. Aproveitamos a prorrogação das férias das crianças como medida preventiva à gripe suína para viajarmos um pouco pelo Brasil. Chegamos nesta tarde ao Estado do Maranhão, saímos 6ª. Feira de Bauru. Neste instante gostaria apenas de pontuar minha profunda tristeza pelo descaso de gestão e política públicas que esta região do país (Tocantins e Maranhão) continuam experimentando através dos tempos. São anos e anos que trafego de carro por este rincão brasileiro, e absolutamente nada, nada muda pra melhor, pelo contrário parece retroceder! Estou falando de tudo que diga respeito a estradas, saneamento básico, habitação, escola, transporte etc. Nesta tarde perdi um pneu numa das várias crateras que se abrem a todo minuto nestas estradas, viajar por aqui se constitui num off Road angustiante! Nas pequenas vilas e cidades que passamos, visualiza-se a todo instante a receita de morte dos brasileirinhos e brasileirinhas que brincam de bola ou pega-pega com seus pés descalços nos esgotos a céu aberto, quase sempre tendo a audiência silenciosa dos urubus! Um cena insólita me chamou atenção ao passar na reserva indígena “Cana Brava”, no sudeste maranhense, uma escola indígena funcionando, estava fácil de ver a cena, naquela escola não havia paredes, não havia carteiras, não havia nada, um grupo de crianças sentadas em troncos de árvores fazendo às vezes de carteira escolar, uma lousa surrada e uma sacerdotisa do ensino, ou seja, uma professora ministrando a sua aula aos pequenos curumins, brasileiros da nata. A reserva está apertada entre grandes pastagens de mega pecuaristas, ali se ver novilhos nelores que em se tratando de saúde, vigor, carcaça dão de dez em nossos brasileiros da região! Para terminar quero apenas lembrar que o Maranhão é governado pela Roseana Sarney que assumiu após o afastamento do Jackson Lago, governador eleito, cuja “vibrante” atuação teve seu auge ao nomear 23 parentes seus em cargos de confiança, assim, voltamos à chibata com pontas de ferro torcidos e política do pé de panela à oposição. Quanto ao Tocantins também lembramos que seu governador Marcelo Miranda também foi cassado. E, governa sob os auspícios de um recurso ao TSE. Paciência do povo tem limite senhores!
Paulo César Barros MonteiroHttp://Blogdopaulomonteiro.blogspot.com