sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quem é o vice mesmo?


A proximidade das eleições em outubro fazem os partidos políticos caminharem a passos largos em busca de definição de candidaturas próprias ou coligadas. Nesse aparente caos se sobressai a preocupação exalada dos porões partidários quanto à definição não apenas dos chamados "cabeças de chapa" mas também quanto à definição dos seus vices. Como se sabe, em nosso sistema eleitoral vice é cargo de expectativa, de espreita, de banco de reserva, não passa disso, quando muito e caso tenha uma relação civilizada com o titular, pode ocupar uma secretaria, uma autarquia, uma empresa pública. No entanto, quando nos debruçamos minimamente sobre história política do nosso país, percebemos que vale à pena pensarmos seriamente não apenas em nosso candidato "cabeça de chapa", mas também com muito zelo em quem se propõe como vice.
Nas últimas décadas, tivemos quatro vice-presidentes que chegaram ao poder em situações bem distintas: Café Filho, João Goulart, José Sarney e Itamar Franco.



Assim, antes de citarmos os prováveis vices das próximas eleições majoritárias em outubro lembremos:

1 - O Famigerado José Sarney era vice de Tancredo Neves;
2- O "nunca"Kassab era vice de Serra;
3 - Itamar Franco era vice de Collor;
4 - Alckmim era vice Covas;

Desenha-se o seguinte quadro de vices:

Michel Temer, presidente do aguado PMDB ér provável vice de Dilma, candidata do Lula, ainda que lhe desejemos sinceramente muita saúde, destaca-se o fato de que Dilma acaba de passar por um tratamento muito sério contra o câncer e, caso seja eleita e venha a falecer, teremos que encarar o Michel Temer e sua turma do PMDB, inclusive Sarney. José Serra tenta de toda maneira emplacar Aécio Neves como seu vice, formando a famosa "chapa puro-sangue", caso não consiga que Aécio tope essa vice candidatura, terá que se contentar com algum indicado por partidos aliados. Marina e Ciro ainda nem se definiram se de fato são candidatos, assim, até agora nem se cogita publicamente nomes de vice em suas chapas.

Neste sentido, chamo atenção para que olhemos com cautela, se porventura, o vice dispõe de condições políticas, morais e administrativas para assumir a titularidade caso o titular venha a faltar por morte, afastamento ou invalidez permanente.

Paulo César Barros Monteiro

http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Haiti, ai de ti, aqui é o Haiti?


Com profundo pesar lamentamos a dor do povo Haiti, oramos pelo povo do Haiti, choramos com o povo do Haiti! Gritos de lamento entre soluços ecoam do fundo da alma, ai, ai, ai, ai ai de ti Haiti...soluços que nos remetem à brutal conexão com nossos mortos das enchentes de Angra, de São Paulo, desse Brasil! Nosso adeus a Zilda Arns, caiu de pé um jequitibá!

Jamais se saberá ao certo quantos morreram! Valas largas, profundas e comuns sepultam histórias, sonhos, memórias, mães se transformam doravante em "zumbis" que percorerrão dia e noite, ruas e vielas de Porto Príncipe em busca de seus seus filhos e filhas que desapareceram em meio às ruínas...muitos literalmente se transformaram em nuvens de pó, insepultas voarão e quem sabe, desabarão no mar, desabarão em forma de chuva sobre o solo estadounidense, em forma de flocos de neve sobre a europa...tudo para lembrar várias nações, que as mesmas, são as responsáveis históricas por seus fracassos, pobreza e metamorfose. Tudo porque num passado remoto, o Haiti, que um dia já foi chamado de "Pérola da América Central" ousou dar ao mundo ocidental, o primeiro exemplo de libertação dos escravos e de que seu próprio povo era capaz de se auto-governar com pujança; assim, essa tragédia de hoje é apenas uma fagulha do terremoto imposto por séculos pelos Estados Unidos, Inglaterra e França!

O Haiti é aqui, preconiza a canção...o Haiti é o Maranhão, estado maravilhoso, que a despeito de suas riquezas naturais e de sua gente primorosa, goza o status de estar na rabeira do nosso país! Se o Haiti teve o Papa Doc Duvalier (1957 a 1971)e o Baby Doc Duvalier(1971 a 1986, ditadores implacáveis com seus "ton-ton macutis", polícia covarde e famigerada, espécie de Doi-Codi do Brasil recente, aqui também temos Sarney e família e seus ton-ton macutis.

"Com medo da família Sarney, nenhuma livraria em São Luís (MA) aceitou abrigar o lançamento de "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney", diz o jornalista Palmério Dória, autor da obra, à Livraria da Folha de São Paulo".


Começo hoje uma campanha junto aos leitores desse blog: Quer abençoar o Maranhão? compre o livro cujo título é: ""Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney", leia e em seguida mande via correio para a biblioteca municipal de algum município maranhense. Click no link abaixo e ali terá uma relação de todos os municípios do Maranhão.

http://www.famem.org.br/Pagina5.htm

Um abraço,
Paulo Monteiro

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010-01-01 e agora?


Acorda 2010!

Este ano ao que tudo indica será um ano muito interessante e repleto de aventuras para o povo brasileiro, em especial na seara política e econômica. Na seara política não faltarão novidades no front de guerra que se instala hoje, primeiro de janeiro. Ainda que a oposição resista será muito difícil fugir da polarização PT x PSDB, como deseja o Presidente Lula. Nesta esteira, honestamente não estou convencido que o Serra seja o candidato dos tucanos. Experiente e “camundenbado” como o é, só sairá candidato se tiver certeza que vence a Dilma, caso contrário, vai recolher-se à reeleição para Governador de São Paulo, não vai querer “manchar” sua carreira política com mais uma derrota para o Lula. Aliás, aproveito aqui para dizer que mesmo não sendo eleitor da Dilma, às vezes me pego pensando em encarar o Serra como nosso presidente, vixi Maria! Agüentar toda aquela arrogância dele e de seu tucanato, seria de amargar, xarope de azeite de mamona pra criança nenhuma botar defeito!!

Quanto ao quesito economia, o Brasil ao que tudo indica, vai continuar nos trilhos rumo ao posto que naturalmente lhe é reservado, ser um dos países mais ricos do planeta, o bom disso tudo, é que independente do alcaide que assuma o planalto nossas instituições já estão de tal maneira fortalecidas que por mais asneiras que se faça dificilmente o país vai à bancarrota. Aliás, sob meu ponto de vista, um dos maiores cuidados que o próximo presidente terá que tomar, será estabelecer uma austera e rígida política internacional com nossos vizinhos sul americanos, especialmente com as nações governadas por fanfarrões birutas e histriônicos com sede de eternização no poder como Rafael Corrêa do Equador, Evo Morales da Bolívia e o chatíssimo Hugo Chaves da Venezuela.

No plano pessoal, gostaria apenas de pensar junto com os amigos internautas sobre a mais importante organização que se tem notícia na face da terra, a saber, a família. Fruto dos sonhos de Deus para as nossas vidas, grande privilégio para o ser humano! Nada tem mais importância para os filhos e filhas do que a presença e interação sadia dos pais e mães com os seus rebentos. Tenho plena certeza, de que mais vale uma vida econômica modesta, menos abastada materialmente, que conte com uma interação familiar permanente, do que riqueza material dobrada e inimizade ou indiferença enfraquecendo a família, não há dinheiro que pague o sofrimento de um filho encrencado com qualquer droga ou dilacerado na sua afetividade relacional com pai e mãe. Que Deus nos guarde neste ano novo, de novo.

Paulo César Barros Monteiro