sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O QUE A DILMA E O LULA TEM EM COMUM COM O CASAL ESTEVAM E SÔNIA HERNANDES DONOS DA RENASCER?



O QUE A DILMA E O LULA TEM EM COMUM COM O CASAL

ESTEVAM E SÔNIA HERNANDES DONOS DA RENASCER?

Respondo. São farinha do mesmo saco.

“O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Da cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), participou o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-AP). De acordo com o texto sancionado por Lula, a Marcha para Jesus ocorrerá 60 dias após o domingo de Páscoa.

A solenidade contou com a participação de representantes de várias igrejas evangélicas, inclusive dos bispos Estevam e Sônia Hernandes, da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. O casal voltou ao Brasil há um mês após cumprir pena nos Estados Unidos por tentar entrar no país com US$ 56.467 (cerca de R$ 104 mil) escondidos no fundo falso de uma bíblia”.

Caros internautas confesso a vocês que pensei muito antes de postar algo a respeito desta notícia fartamente divulgada nesta sexta-feira na imprensa nacional. Explico as razões pra este pensar: Em primeiro lugar sou evangélico, Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, excerço com alegria meu ministério como Pastor Assistente na 1ª. IPI de Bauru-SP. Depois, honestamente não gosto de criticar grupos religiosos, nem tampouco líderes que se identificam como evangélicos, por razões óbvias; O problema se dá quando o que se constata é uma miscelânea e confusão geral com o uso de nomenclaturas, tais como: igreja, pastores, bispos, apóstolos, crentes, evangélicos, pentecostais, neo-pentecostais, tradicionais, históricos etc. Afirmo também que não entendo minha denominação, a saber, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil como perfeita, nem tampouco seus pastores ou líderes total e completamente incapazes de errar, a começar em mim, sem falso pieguismo.

Aproveito também para dizer, que defendo pessoalmente não apenas o envolvimento do cidadão evangélico com a política, mas também a sua filiação em agremiações partidárias, candidaturas calcadas em ideais comprometidas com a verdade e com o interesse da coletividade, não defendo a máxima de que “crente vota crente”, e, por último, afirmo que a auto-intitulada “bancada evangélica” da Câmara dos Deputados Federais não detém legitimidade para intitular-se representante do povo evangélico brasileiro, minha denominação, por exemplo, jamais se manifestou oficialmente no sentido de que a mesma nos representaria, graças a Deus, porque se assim o fizesse, certamente eu me rebelaria!

Sendo assim quero dizer, que não me associo aos evangélicos que nesta quinta-feira cercaram de abraços o Presidente Lula e a Ministra Dilma Rousseff, em comemoração à aprovação do projeto de lei que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Não me associo com os mesmos, não porque oraram a Deus pedindo pela saúde de Dilma, nada de errado em orar por quem quer que seja, e de fato que Deus abençoe a Ministra, agora, transformar esse pedido de oração numa cena dantesca de arena de teatro, de picadeiro? Expor toda uma nação evangélica de maneira tão despudorada? Provocar risos contra os evangélicos de todo o Brasil? Permitir que se associe nessa imagem líderes como a chamada Bispa Sônia e Apóstolo Hernandes aos demais líderes religiosos sérios desse país? Este casal, não se faz de rogado, nem tampouco se importa com o fato de que acabaram de sair de um regime brutal de prisão no sistema penitenciário americano por tentar entrar nos Estados Unidos com US$ 56.467 (cerca de R$ 104 mil) escondidos no fundo falso de uma bíblia? A verdade que se escracha nesta imagem é que nem eles, nem o Presidente Lula se importam mesmo com os rumos da ética e da vergonha na cara, aliás, isso não é novidade pra ninguém!!! Cumpre ao povo evangélico brasileiro frente a essa imagem tacanha, além de corar de vergonha, recorrer à bíblia que nos ensina a fazer como os crentes da cidade Beréia em Atos 17.10-15, que ao ouvir qualquer pregação, antes de tê-la como verdade, consultavam a bíblia para saber se aquela palavra vinha de Deus ou não. Será se essa postura “adesista” desses ditos evangélicos se coadunam com a bíblia? Todo cuidado é pouco porque falsos líderes, servos de dinheiro, tosquiadores das próprias ovelhas se multiplicam aos borbotões na planície e no planalto.

Dilma e Lula se aproximam dos evangélicos porque sabem que os mesmos se constituem numa parcela significativa de eleitores do Brasil, cerca de 15 por cento, se aproximam dos evangélicos porque sabem que a possível candidata Marina Silva é evangélica e que naturalmente representa grande perigo eleitoral para a Dilma e Lula. Por outro lado, além da certeza de que Deus nunca precisou de dia de marcha pra ser Senhor, essa ambigüidade Dilma X Marina nos convida a separar o trigo do joio.

Pr. Paulo César Barros Monteiro

http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com

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