“Meu filho tem 15 anos, quando descobrir que ele fumava maconha e o questionei, ele de pronto me respondeu que já fumava havia 03 anos, foi um choque!”
Este depoimento é apenas um exemplo do que vem acontecendo nos lares brasileiros de maneira massiva, nossas crianças estão iniciando cada vez mais precocemente o contato com os mais diferentes tipos de drogas. O jornal o Estado de São Paulo publicou nesta 3ª. Feira, estudo realizado pelo Cratod (Centro Estadual de álcool, tabaco e outras drogas), nesse estudo, saltam aos olhos determinados números. Antes de tudo, vale ressaltar que o CRACK, uma das drogas que mais promove a morte e destruição de estruturas familiares no Brasil, por incrível que possa parecer teve a sua primeira apreensão em São Paulo, no ano de 1989, ou seja, há apenas 20 anos! É incrível que mesmo sendo tão recente no Brasil mostra-se tão devastadora e brutal.
O Levantamento feito pelo CRATOD aponta índices alarmantes, vejamos:
Pesquisa realizada a partir do acompanhamento de 112 adolescentes entre 12 e 18 anos que já são considerados usuários pesados.
1- 90% são meninos e 10% são meninas;
2 – 40 % dos viciados começam a se drogar antes dos 12 anos de idade;
3 - 33% dos adolescentes usuários com 11 anos disseram estar fora da escola;
4 – As drogas mais usadas. O que cada entrevistado consumiu primeiro:
a) Cigarro comum – 57%;
b) Maconha – 51%;
c) Álcool - 38%;
d) Inalantes (cola e benzina) – 18%;
e) Cocaína – 17%;
f) Crack 10%;
5- 39% dos adolescentes entrevistados afirmaram que já viram os pais usarem algum tipo de droga.
Para concluir, vale a pergunta: O que distrai tanto os pais em suas atividades diárias que promovem um afastamento tão brutal dos seus filhos e filhas, a ponto de só perceberem que algo de muito estranho e mortal invadiu a vida dos filhos três anos atrás? Três anos atrás...três anos atrás...três anos atrás...três anos atrás...onde estávamos?
Fontes: CRATOD/Estado de São Paulo, edição.17/10.
Paulo César Barros Monteiro
http://blogdopaulomonteiro.blogspot.com/
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